COMITÊ POPULAR DE LUTA EM DEFESA DAS EMPRESAS PÚBLICAS
Comitê Popular de Luta em Defesa das Empresas Públicas

Banco do Brasil

O que faz. O Banco do Brasil é o maior financiador do campo brasileiro. Segundo o próprio banco, respondia por cerca de 50% da carteira de crédito do agronegócio no país em 2024. Em junho de 2026, sua carteira agro somava R$ 421,6 bilhões. Para a safra 2026/27, anunciou R$ 210 bilhões, com R$ 40 bilhões reservados a pequenos e médios produtores.

Por que importa. O arroz, o feijão e o leite começam num contrato de crédito assinado antes do plantio. Um banco público mantém esse crédito mesmo quando a safra é ruim. Em 2025, o lucro ajustado do BB caiu 45,4% por causa da inadimplência no campo, e ainda assim o banco seguiu anunciando crédito para a safra seguinte. Um banco privado, na mesma situação, responderia primeiro ao acionista.

A ameaça. Em abril de 2020, o então ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, disse que o BB era “caso pronto de privatização” e que era preciso “vender essa porra logo”. Em 2026, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) prometeu privatizar o banco, e a coordenadora do programa econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou que o BB “poderia” ser privatizado.

O que o povo perde se ele for vendido. Perde o crédito que sustenta o pequeno produtor na crise, a política de juros baixos para quem produz alimento, a agência em município que não interessa a banco privado e a Fundação Banco do Brasil. E o país perde capacidade de decidir o que quer plantar, e para quem.

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