COMITÊ POPULAR DE LUTA EM DEFESA DAS EMPRESAS PÚBLICAS
Comitê Popular de Luta em Defesa das Empresas Públicas

Itaipu Binacional

O que faz. Itaipu é uma usina binacional, com metade pertencente ao Brasil e metade ao Paraguai. Em 2025, gerou 72.879 GWh, 8,9% a mais que no ano anterior. Isso correspondeu a 6,7% de toda a demanda elétrica brasileira e a 87,6% do consumo do Paraguai. Desde o início da operação, já produziu mais de 3,1 bilhões de MWh.

Por que importa. Em 2023, Itaipu terminou de pagar a dívida da construção, que somou US$ 63,5 bilhões. Como a usina é pública, o fim da dívida virou tarifa menor: a tarifa de repasse caiu de US$ 27,86 por kW-mês em 2022 para US$ 17,66 no triênio 2024-2026, uma redução de 36,6%. É energia limpa, com preço previsível, que chega à conta de luz.

A lição da Eletrobras. A comparação com o setor privatizado é direta. A lei que privatizou a Eletrobras, em 2022, no governo Bolsonaro, obrigou a contratação de 8.000 MW de térmicas a gás, com custo extra estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em R$ 52 bilhões até 2036. Para manter a parte brasileira de Itaipu sob controle público, foi preciso criar outra estatal, a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).

O que o povo perde se a energia deixar de ser pública. Perde tarifa mais baixa quando a dívida acaba, porque o ganho pode virar lucro do acionista. Perde previsibilidade no preço da energia, que a indústria e as famílias precisam. E perde a capacidade de o país decidir sobre um setor estratégico. Por ser pública, a aplicação dos recursos socioambientais da usina também pode e deve ser fiscalizada pela sociedade.

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