COMITÊ POPULAR DE LUTA EM DEFESA DAS EMPRESAS PÚBLICAS
Comitê Popular de Luta em Defesa das Empresas Públicas

Petrobras

O que faz. A Petrobras atua em toda a cadeia de petróleo, gás e energia: explora e produz, refina, transporta e produz fertilizantes. Em 2025, o Brasil bateu recorde de produção, com 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia, e o pré-sal, descoberto e desenvolvido pela empresa, respondeu por 79,6% desse total, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Por que importa. Quando o diesel sobe, sobe o frete, e com ele o preço da comida, da passagem e do material de construção. Uma empresa pública desse tamanho é o principal instrumento do país para proteger o preço do combustível das oscilações do dólar e das guerras. Desde o fim da paridade de importação, em maio de 2023, no governo Lula, o diesel vendido pela Petrobras caiu 29,6% em termos reais até março de 2026.

O que devolve ao país. Em 2025, a empresa teve lucro de R$ 110,1 bilhões, investiu R$ 112,9 bilhões e pagou R$ 277,6 bilhões em tributos, royalties e participações especiais. O Plano de Negócios 2026-2030 prevê US$ 109 bilhões em investimentos e 311 mil empregos diretos e indiretos. As fábricas de fertilizantes da Bahia, de Sergipe e do Paraná, paradas entre 2018 e 2020, voltaram a produzir a partir de dezembro de 2025 e hoje atendem cerca de 20% da demanda nacional de ureia.

O que o povo perde se ela for vendida. Perde o controle sobre o preço do combustível, que volta a ficar amarrado ao dólar. Perde refinaria que vira monopólio privado regional, como na Bahia, onde a refinaria vendida em 2021, no governo Bolsonaro, passou a cobrar gasolina 6,2% mais cara que a Petrobras no primeiro ano. Perde emprego na indústria naval e de fertilizantes, o lucro que volta ao caixa público e o poder de decidir o que fazer com o pré-sal. Em 2026, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) registrou em seu plano de governo a proposta de privatizar a Petrobras.

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