COMITÊ POPULAR DE LUTA EM DEFESA DAS EMPRESAS PÚBLICAS
Comitê Popular de Luta em Defesa das Empresas Públicas

Fundação Banco do Brasil

O que faz. Criada em 1985, a Fundação Banco do Brasil é o braço social do BB. Nos dez anos até 2024, investiu R$ 2,7 bilhões, apoiou 10 mil iniciativas e beneficiou 6,8 milhões de pessoas em 3.400 municípios. A plataforma Transforma! reúne 915 tecnologias sociais reconhecidas, e o 13º Prêmio de Tecnologia Social certificou mais 148 em 2026.

Por que importa. Tecnologia social é solução simples, barata e construída com a comunidade: a cisterna que guarda água da chuva no sertão, a cooperativa de catadores, o sistema de alerta de incêndio que avisa brigadistas no Cerrado. O Novo Cataforte, com R$ 70 milhões da Fundação BB e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apoia os catadores e catadoras, que respondem por cerca de 90% do material reciclado no país.

O que acontece quando o Estado sai. O Programa Cisternas entregou 149 mil cisternas em 2014. Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, foram apenas 3.698, com orçamento 96% menor que o de 2014. Com a retomada no governo Lula, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) entregou 47.290 cisternas em 2024, e 1.400 famílias receberam cisternas-calçadão de 52 mil litros em parceria com a Fundação BB e o BNDES.

O que o povo perde. A Fundação BB existe porque existe um banco público disposto a investir onde o lucro não chega. Quando candidatos defendem vender o Banco do Brasil, perdem a família do semiárido, o catador, o agricultor familiar e a comunidade tradicional, que ficam sem garantia de que esse investimento continuará.

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